Caiu o queixo com a Sunghee Bang

As imagens dizem tudo. Sunghee, where were you all this time?

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Wool and the Gang

Estes caras são demais.

Desenvolveram um fio grosso, sexy, lindo. Não preciso nem dizer que nada apropriado para as temperaturas do Brasil… mas qualquer peça tricotada com esse fio fica um arraso. Com a vantagem de que rapidinho se faz uma peça. (saudades de NY…) Eles chamam o fio de Crazy Sexy Wool.Um espírito meio street, meio fashion, dando muito charme para o trabalho manual.

O que destaco: 1) acabaram de abrir uma loja em NY, um bom tempo depois de a loja online existir. 2) em um evento do poderoso site de venda online Net a Porter, brilharam com seu design incrível. 3) arradaram levando sua criatividade para o Japão, num evento com a TomorrowLand. 4) seus produtos foram divulgados na Elle France no final de 2009. Precisa mais prova de que os caras são mesmo foda?

Neste link, vários vídeos tutoriais ensinando a colocar os pontos na agulha, fazer os pontos mais simples… de uma forma bem didática.

No canal do You Tube deles tem todos os vídeos já feitos. Uma bela coleção.

Umas rápidas e básicas traduções:

Needle = agulha

Stitch = ponto

Yarn = o fio (pode ser lã, fio de algodão…)

Ball = novelo

Aqui, posto um vídeo que ensina como começar colocando os pontos na agulha, usando apenas uma agulha (cuidado para não apertar demais os pontos).

Fotinhos da loja em NY, do evento com o Net a Porter, do evento no Japão.

Esse é meu colete favorito:

A loja vende kits de tricô (a quantidade de fio certa para tricotar determinada peça + as agulhas e whatever precisar). As peças também podem ser compradas na loja online. Tudo absolutamente maravilhoso e sem dúvida muito caro para bolsos brasileiros. Mas vale uma visitinha para se inspirar: a lojinha, aqui.

Mor Mor Rita: me apaixonei

Momento de emoção. Sem querer, duas das minhas paixões acabaram de encontrar um espaço para andarem juntas: os bebês e o tricô. Ok, ok, sejamos técnicos… nesse caso, o crochet também.

A marca Mor Mor é nova-iorquina e tem um toque super fashion for babies, um trabalho manual de crochet que me parece muito a cara do Japão, e uma delicadeza feminina romântica mas muito moderna. A fofura e a beleza atingiram grau máximo.

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Na boa, não sei o que eu tenho mais vontade: de ir pra NY gastar todo meu dinheiro comprando uma mini-coleção para minha pequena Dora, ou se sair tricotando e costurando inspirada nestas peças. Não parecem fadinhas estas meninas? Quanta despretensão e quanta intenção nos vestidinhos, nas sainhas, nos casaquetos. Minha admiração não consegue parar de elogiar. A paleta de cores, o mood das fotos, tudo um sonho. Tipo “eu queria ter criado o conceito dessa marca e ter desenhado toda essa coleção”. Sonho.

Mais:

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Princesinhas do mundo, enfeitai-vos de crochets e tricôs feitos por suas vovós, mamães e pela Rita Mor Mor (licença poética).

tricô subversivo | extreme knitting

Me fascina ver a dimensão que o tricô está tomando desde que criei o blog há dois anos atrás. Cada vez vejo coisas mais incríveis feitas com tricô. Roupas que parecem esculturas, móveis, tapetes, objetos, até chegarmos em peças de arte mesmo. Se antes o tricô era algo ultrapassado e era difícil encontrar algo realmente bacana, hoje parece que se redescobriu para valer tudo o que ele pode render.

No Brasil ainda é difícil encontrar pessoas jovens que saibam tricotar, é uma arte quase perdida entre pessoas com menos de 40 anos (menos de 30 nem se fala, e quem tem menos de 20 mal sabe a diferença entre tricô e crochê). Ou seja, pra chegarmos no nível de tricô-arte, ainda falta muito… e eu dou pequenos passinhos aqui, mais nos planos do que na prática ainda.

Nos Estados Unidos e Europa a onda já cativou mulheres mais jovens e eu sinceramente espero (e também é por isso tenho esse blog) que o aprendizado seduza por aqui também.

Essa foto eu tirei de duas garotas sentadas no Teany (bar do Moby, na rua Rivington, em New York). Uma cena impensável por aqui, apesar de que eu já fiz coisa parecida nas ruas de Porto Alegre e São Paulo. Mas sempre sozinha, pois não tenho companhia para tricotar. É uma atividade solitária no meu caso, mas adoraria trocar figurinhas com mais gente.

Fica a foto e o convite pra quem quiser me acompanhar.

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Bem, mas para justificar o título do post, ‘extreme knitting’, vou falar de um designer alemão chamado Sebastian Schonheit, que estuda na Bauhaus University, que desenvolver um trabalho com tricô gigante. Olha ele aí coberto com sua peça de tricô.

Este trabalho foi exposto em 2008 no espaço “798 Art Zone”, em Beijing, na China. Estive na China ano passado (ano das Olimpíadas) e fui com meus amigos a estas galerias do 798, uma visita imperdível para quem for a Beijing.

Aqui tem mais fotos do rapaz tricotando com agulhas gigantes. Dá vontade de fazer igual. Um tapetão assim ia ser lindo.

Ainda falando em subversão do tricô tradicional e suas novas dimensões, descobri outro dia a designer Liria Pristine. O trabalho dela é incrível, não é para menos que ela é uma 30 pessoas selecionada pelo projeto “Creative 30”.

Vejam o Patrick Wolf bizarro com os delírios da Liria Pristine.

E uma das suas criações mais completas (consigo imaginar a Bjork vestida assim).