Tricotarde @ Otto Bistrô

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Mais um encontro para quem estava com saudades!

Aproveitamos o encontro para homenagear meninas que, com suas atitudes, represetaram e representam força de resistência e mudança em suas cidades e no mundo.

Gostaríamos que a violência covarde cometida contra garotas como Camila Silva Lee, baleada em São Paulo e Malala Yousafzai, baleada em Swat no Paquistão, ambas de 15 anos, não sejam apenas notícias chocantes mas que gerem uma reflexão sobre a violência.

Viver a cidade, andar pelas ruas e lutar pelo que você acredita não devem ser motivos para serem alvos de uma arma.

Nesse sábado, nossas armas serão as agulhas, e com elas podemos tecer um pouco de segurança e tolerância, um pouco de paz e amor.

Queremos tricotar bandeiras brancas e corações que depois levaremos de volta para a cidade, esperando que isso represente um pouco de vida e de esperança para todos.

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Vamos encher a cidade de flores?

Para quem não participou ainda, é simples: entre no Florindo.me, escolha sua flor para bordar, tricotar ou crochetar.

Pense num jeito de deixar sua flor pela sua cidade: amarrada numa árvore, num poste, na janela do ônibus, ou onde seu espírito primaveril mandar.

O grupo que está organizando a ação, do qual o Tricotarde faz parte, criou também uma etiquetinha pra você imprimir e colocar junto da sua flor. Está tudo lá no site Florindo.me.

Aí tire uma foto e poste no Facebook da ação

Veja aqui algumas das flores colocadas na rua no início dessa semana, um começo de primavera meio chuvoso.

 

Ação do-it-yourself em São Paulo dia 02/09

Combinando duas atividades numa ação inusitada, no dia 02/09 vamos para uma praça de São Paulo (praça Horácio Sabino) realizar uma mega oficina que vai misturar tecnologia com trabalhos manuais. A ação pode ser acompanhada nesse link da página no Facebook.

A ideia colocará juntas duas lógicas do faça-você-mesmo (ou DIY, em inglês): a ética hacker, que prega que devemos aprender a manipular dados digitais, e a cultura manual envolvida no tricô, no crochê, na costura.

O evento é aberto a qualquer pessoa que queira colocar a mão na massa bordando, costurando, tricotando ou crochetando. Quem não estiver em dia com suas habilidades manuais, pode ir com boa vontade e energia positiva para aprender e ajudar. Quem já for praticante de qualquer técnica deve levar seus materiais de trabalho, inclusive  sobras de materiais ou pedaços inacabados de tricô ou crochê.

Todos devem levar também comidinhas e bebidinhas, além de cangas para sentar na praça.  Cachorros e filhos são bem-vindos.

O produto desse encontro, aberto a quem quiser participar, serão capas para o ônibus hacker. Estas capas terão que ter os nomes de alguns dos contribuintes do ônibus, que foi financiado coletivamente na plataforma Catarse.

* a ação foi lançada há duas semanas dentro da plataforma online voltada para a colaboração, chamada “Go-Do” (em bom português, “vá fazer”).

Dia: 02/09 (domingo)

Horário: das 10h às 18h

Local: parça Horácio Sabino, a 10 minutos do metrô Sumaré (Perdizes, São Paulo)

 

Encontro para tricotar

Hoje foi nosso primeiro encontro “oficial” do tricô. Convidamos algumas amigas e rolou! O pessoal do Super Cool Market cedeu um belo espaço e a gente se divertiu, contando histórias, falando de tricô, balada, Londres, moda, sem parar de tricotar. Para completar, a tarde de sábado estava linda.

As dicas rolaram soltas: contador de carreiras (na fotinho, o aparelhinho vermelho), livros, pontos, ideias para cachecol, dificuldades, acertos, fios, lojas, …

As fotinhos totalmente falam por si. Clima de alegria com um solzinho delicioso dando o tom.

tricô subversivo | extreme knitting

Me fascina ver a dimensão que o tricô está tomando desde que criei o blog há dois anos atrás. Cada vez vejo coisas mais incríveis feitas com tricô. Roupas que parecem esculturas, móveis, tapetes, objetos, até chegarmos em peças de arte mesmo. Se antes o tricô era algo ultrapassado e era difícil encontrar algo realmente bacana, hoje parece que se redescobriu para valer tudo o que ele pode render.

No Brasil ainda é difícil encontrar pessoas jovens que saibam tricotar, é uma arte quase perdida entre pessoas com menos de 40 anos (menos de 30 nem se fala, e quem tem menos de 20 mal sabe a diferença entre tricô e crochê). Ou seja, pra chegarmos no nível de tricô-arte, ainda falta muito… e eu dou pequenos passinhos aqui, mais nos planos do que na prática ainda.

Nos Estados Unidos e Europa a onda já cativou mulheres mais jovens e eu sinceramente espero (e também é por isso tenho esse blog) que o aprendizado seduza por aqui também.

Essa foto eu tirei de duas garotas sentadas no Teany (bar do Moby, na rua Rivington, em New York). Uma cena impensável por aqui, apesar de que eu já fiz coisa parecida nas ruas de Porto Alegre e São Paulo. Mas sempre sozinha, pois não tenho companhia para tricotar. É uma atividade solitária no meu caso, mas adoraria trocar figurinhas com mais gente.

Fica a foto e o convite pra quem quiser me acompanhar.

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Bem, mas para justificar o título do post, ‘extreme knitting’, vou falar de um designer alemão chamado Sebastian Schonheit, que estuda na Bauhaus University, que desenvolver um trabalho com tricô gigante. Olha ele aí coberto com sua peça de tricô.

Este trabalho foi exposto em 2008 no espaço “798 Art Zone”, em Beijing, na China. Estive na China ano passado (ano das Olimpíadas) e fui com meus amigos a estas galerias do 798, uma visita imperdível para quem for a Beijing.

Aqui tem mais fotos do rapaz tricotando com agulhas gigantes. Dá vontade de fazer igual. Um tapetão assim ia ser lindo.

Ainda falando em subversão do tricô tradicional e suas novas dimensões, descobri outro dia a designer Liria Pristine. O trabalho dela é incrível, não é para menos que ela é uma 30 pessoas selecionada pelo projeto “Creative 30”.

Vejam o Patrick Wolf bizarro com os delírios da Liria Pristine.

E uma das suas criações mais completas (consigo imaginar a Bjork vestida assim).

Knitted Bar

Congratulations to whoever had this idea. A bar that involves people in threads, woven organic forms. I guess that is one of the reasons I like knitting and its shapes. It all becomes with almost nothing: a thread, some unpretentious weaving and it all starts, towards a never-ending form that can go to any direction and be whatever it wants. Freedom, movement, transparency, space.

The bar got the spirit and was created by designer Sam Buxton with the help of fashion designer Emily Hiller.

The place? London, Soho. The website, here.