tricô subversivo | extreme knitting

Me fascina ver a dimensão que o tricô está tomando desde que criei o blog há dois anos atrás. Cada vez vejo coisas mais incríveis feitas com tricô. Roupas que parecem esculturas, móveis, tapetes, objetos, até chegarmos em peças de arte mesmo. Se antes o tricô era algo ultrapassado e era difícil encontrar algo realmente bacana, hoje parece que se redescobriu para valer tudo o que ele pode render.

No Brasil ainda é difícil encontrar pessoas jovens que saibam tricotar, é uma arte quase perdida entre pessoas com menos de 40 anos (menos de 30 nem se fala, e quem tem menos de 20 mal sabe a diferença entre tricô e crochê). Ou seja, pra chegarmos no nível de tricô-arte, ainda falta muito… e eu dou pequenos passinhos aqui, mais nos planos do que na prática ainda.

Nos Estados Unidos e Europa a onda já cativou mulheres mais jovens e eu sinceramente espero (e também é por isso tenho esse blog) que o aprendizado seduza por aqui também.

Essa foto eu tirei de duas garotas sentadas no Teany (bar do Moby, na rua Rivington, em New York). Uma cena impensável por aqui, apesar de que eu já fiz coisa parecida nas ruas de Porto Alegre e São Paulo. Mas sempre sozinha, pois não tenho companhia para tricotar. É uma atividade solitária no meu caso, mas adoraria trocar figurinhas com mais gente.

Fica a foto e o convite pra quem quiser me acompanhar.

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Bem, mas para justificar o título do post, ‘extreme knitting’, vou falar de um designer alemão chamado Sebastian Schonheit, que estuda na Bauhaus University, que desenvolver um trabalho com tricô gigante. Olha ele aí coberto com sua peça de tricô.

Este trabalho foi exposto em 2008 no espaço “798 Art Zone”, em Beijing, na China. Estive na China ano passado (ano das Olimpíadas) e fui com meus amigos a estas galerias do 798, uma visita imperdível para quem for a Beijing.

Aqui tem mais fotos do rapaz tricotando com agulhas gigantes. Dá vontade de fazer igual. Um tapetão assim ia ser lindo.

Ainda falando em subversão do tricô tradicional e suas novas dimensões, descobri outro dia a designer Liria Pristine. O trabalho dela é incrível, não é para menos que ela é uma 30 pessoas selecionada pelo projeto “Creative 30”.

Vejam o Patrick Wolf bizarro com os delírios da Liria Pristine.

E uma das suas criações mais completas (consigo imaginar a Bjork vestida assim).

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2 responses

  1. eu gosto muito da ideia de trico subversivo. vc conhece o microrevolt? http://www.microrevolt.org/

    por aqui ainda é mesmo raro ver isso acontecer, espero que mude. mas vale lembrar q tenho menos de 30 (rs) e sou muito a favor da “disseminação” do trico! conheço umas poucas figurinhas que concordam comigo e vivem a carregar suas agulhas por aí. 🙂

  2. Não só em tricô manual que o Brasil está atrás. É incrível saber que estamos em um país que tem muita matéria prima e empresas com tecnologia o tricô ainda não é muito aceito. Tricô é um mundo de possibilidades tanto manual quanto industrialmente falando, mas tanto quem cria quanto quem usa continua com o pensamento Invernal associado a fios e tramas.

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