no words… divertido!
as ruas de São Francisco se prestam a várias coisas, tem o filme Heartbeats, propaganda da Sony Bravia, e agora esse roll gigante de lã. pega uma carona aí johnny!…
my passion for knitting goes online
no words… divertido!
as ruas de São Francisco se prestam a várias coisas, tem o filme Heartbeats, propaganda da Sony Bravia, e agora esse roll gigante de lã. pega uma carona aí johnny!…



Receita (em inglês) aqui nesse site, que tem outras coisas belas e singelas. Prometo que outra hora traduzo.
Sabe aquelas coisas que tu olha e pensa “eu queria ter criado isso”? A coleção da Missoni me despertou este sentimento. Layers e layers de diferentes texturas de tricô, em cores sobrepostas, peças que se misturam e se confundem, lembrando ao mesmo tempo a desconstrução e liquidez da modernidade, as arábias e o fim dos tempos.
Olhei cada look várias vezes, tentando absorver as produções. É uma coleção cheia de styling. Aí fui me apaixonando pelos colares dourados, pelas faixas na cabeça, pelas cores (o azul elétrico com os pastéis sutilmente diferentes) e até pela combinação gola gigante + corte de cabelo.

Atenção para o detalhe dos colares dourados.

No detalhe dá pra ver que na cintura tem uma espécie de cinta de malha também (um mini haramaki).
Adorei: gola gigante + o super cachecol + calca justinha de malha + casacão caindo nos ombros + faixa na cabeça


diversos tons de bege + cachecol arrastando no chão + gola capuz + vestido rendado de tricô
Nessas horas acho a moda uma delícia.
* todas as fotos são do Style.com
E vejam só que rapidinha essa sueca da comunidade fashion Chictopia. Já se produziu para as ruas inspirada na coleção.
Me fascina ver a dimensão que o tricô está tomando desde que criei o blog há dois anos atrás. Cada vez vejo coisas mais incríveis feitas com tricô. Roupas que parecem esculturas, móveis, tapetes, objetos, até chegarmos em peças de arte mesmo. Se antes o tricô era algo ultrapassado e era difícil encontrar algo realmente bacana, hoje parece que se redescobriu para valer tudo o que ele pode render.
No Brasil ainda é difícil encontrar pessoas jovens que saibam tricotar, é uma arte quase perdida entre pessoas com menos de 40 anos (menos de 30 nem se fala, e quem tem menos de 20 mal sabe a diferença entre tricô e crochê). Ou seja, pra chegarmos no nível de tricô-arte, ainda falta muito… e eu dou pequenos passinhos aqui, mais nos planos do que na prática ainda.
Nos Estados Unidos e Europa a onda já cativou mulheres mais jovens e eu sinceramente espero (e também é por isso tenho esse blog) que o aprendizado seduza por aqui também.
Essa foto eu tirei de duas garotas sentadas no Teany (bar do Moby, na rua Rivington, em New York). Uma cena impensável por aqui, apesar de que eu já fiz coisa parecida nas ruas de Porto Alegre e São Paulo. Mas sempre sozinha, pois não tenho companhia para tricotar. É uma atividade solitária no meu caso, mas adoraria trocar figurinhas com mais gente.
Fica a foto e o convite pra quem quiser me acompanhar.


Bem, mas para justificar o título do post, ‘extreme knitting’, vou falar de um designer alemão chamado Sebastian Schonheit, que estuda na Bauhaus University, que desenvolver um trabalho com tricô gigante. Olha ele aí coberto com sua peça de tricô.

Este trabalho foi exposto em 2008 no espaço “798 Art Zone”, em Beijing, na China. Estive na China ano passado (ano das Olimpíadas) e fui com meus amigos a estas galerias do 798, uma visita imperdível para quem for a Beijing.
Aqui tem mais fotos do rapaz tricotando com agulhas gigantes. Dá vontade de fazer igual. Um tapetão assim ia ser lindo.
Ainda falando em subversão do tricô tradicional e suas novas dimensões, descobri outro dia a designer Liria Pristine. O trabalho dela é incrível, não é para menos que ela é uma 30 pessoas selecionada pelo projeto “Creative 30″.
Vejam o Patrick Wolf bizarro com os delírios da Liria Pristine.

E uma das suas criações mais completas (consigo imaginar a Bjork vestida assim).

Há um tempo atrás fiz um post aqui que falava do ‘haramaki’ que chamei de “cinturinha japonesa”. Agora acabei de ver que a Burberry teve um destes na sua coleção masculina de 2009.
A while ago I wrote a post about the ‘haramaki’ – the japanese belly warmer. Now Burberry has presented something similar in its men’s collection.


A peça é da vestimento tradicional japa, e me lembra uma outra peça da indumentária gaúcha. A cinta que é usada amarrada na cintura como no detalhe da foto. Aliás, devo confessar que sou apaixonada pela pilcha gaudéria masculina. A bombacha e toda a parafernália que acompanha (botas, cinto). Acho super máscula e que dá um visual de poder.
The piece is part of the traditional japanese clothing, which reminds me of another traditional garment just like it, part of the gaucho clothing. I am talking about the fabric woven belt, as seen in the picture. By the way, I have a confession to make: my passion for the gaucho men’s bombacha and the whole set that goes with it (boots, belts, etc.). In my opinion it gives its wearer a very ‘macho’ look as well as a powerful image.

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Olha aí, “seu Burberry”, mais uma inspiração pro universo de menswear. Um negócio muito macho, não é?
Now look ‘Mr. Burberry’, at some other nice inspiration in these men’s gaucho boots.

Fotos de mais pilchas aqui neste link do Flickr do Eduardo Amorin.
A bombacha é uma peça lindíssima, com os favos então nem se fala. O caimento do tecido, a leveza com que a peça cai sobre o corpo, o desenho lateral, a forma como a bota e a bombacha se complementam…
Pra fechar o post, uma foto que dá saudade dos pagos…
There are some more gaucho looks in Eduardo Amorin’s Flickr page. The bombacha is an incredible garment, specially when they have beehives. The way the fabric flows around the body, the design, the way pants and boots complement each other…

E finalizando no clima “alma farrapa”, a letra da música “Os Homens de Preto”, do grupo Caverá. Nunca tinha me dado conta. mas a letra tem um quê de bandeira pelo vegetarianismo. Que beleza!
Now, below, some lyrics of a gaucho song called “Men in Black” from the Cavera Group.
Os homens de preto (…)
Os homens de preto trazendo a boiada vem vindo cantando dando gargalhada
E o bicho coitado não pensa nem nada só vem pela estrada direito à charqueada
Deus, Deus, Deus, Deus, Deus, você fez
Os homens de preto trazendo a boiada vem vindo cantando dando gargalhada
Deus, Deus, Deus, Deus, Deus, você fez
Os homens de preto, os homens de preto, os homens de preto, os homens de preto
Trazendo a boiada vem vindo cantando dando gargalhada
E o bicho coitado não pensa nem nada só vem pela estrada
(Os homens de preto, os homens de preto, os homens de preto, os homens de preto)
Vem berrando, vem berrando, vem berrando, vem berrando
(Os homens de preto, os homens de preto, os homens de preto, os homens de preto)
O gado coitado nasceu foi marcado
Aí vai condenado na estrada berrando a querência deixando os homens malvados quebrando e gritando
Toca boi, toca boi, berra boi, berra boi
Venha, venha, venha boi, anda boi ou, ou, ou, ou, oua boi
Os homens de preto trazendo a boiada vem vindo cantando dando gargalhada
Deus, Deus, Deus, Deus, Deus, você fez
O gado coitado nasceu foi marcado
Aí vai condenado direito a charqueada
Mas manda a poeira pro rumo de Deus
Berrando pra Ele dizendo pra Deus
Deus, Deus, Deus, Deus, Deus, você fez
Boi, boi, boi, boi, boi, boi, boi
Os homens de preto empurrando a boiada vem vindo cantando dando gargalhada
Deus, Deus, Deus, Deus, Deus
Sibling é uma marca nova de Londres, lançada em 2008, por 3 camaradas mega inseridos no universo fashion.
Em suas carreiras, um trabalhou com o Alexander McQueen, outro com Lanvin, outro com Bella Freud, entre outros nomes peso-pesado. Os designers da Sibling são: Joe Bates, Sid Bryan e Cozette McCreery. A idéia da marca é também contar sempre com a colaboração de Dj’s, designers e músicos. Ou seja, é uma marca pós-moderna (sem ironias).
Bom, curti muito porque ela tem uma forte presença nas malhas e tricôs. A maioria é feito em máquina, mas alguns são handmade. Como estes das fotos (os dois primeiros são da primeira coleção, o casacão gelo é da última coleção – até agora foram apenas duas).
Sibling is a new brand, from London. it was launched in 2008 by 3 designers with a very good insertion in the fashion universe. Along their careers, they have each worked for different designers: Lanvin, Bella Freud, Alexander McQueen, among other powerful names. Sibling designers are Joe Bates, Sid Byran and Cozette McCreery. The brand’s idea is to partner with DJ’s, graphic designers and musicians in their collections. It is definitely a post-modern brand.
Of course I am posting about it here because of its connection with knitting. Their first – of two – collection featured the pieces below and above. Most are not handmade, but the ones that are are amazing. The last picture (a beige coat) shows a garment from their collection number two, from this year – 2009.

Trecho de uma entrevista no JC Report, onde os caras contam sobre sua paixão por tricô.
Part of their interview for JC Report, where they reveal the reasons for their passion for knitwear.
What is it about knitwear that you all have a passion for?
Everybody of our generation has some emotional connection to knitwear. Be it a favorite sweater as a child or watching your mum or granny knitting. To wrap up in your winter woolies, your school uniform sweater, cricket jumper it’s these feelings and memories that we are playing with.
_ O que tem o tricô que encanta vocês? Todo mundo tem uma relação emocional com tricô. Seja por causa de uma blusa preferida que você tinha quando era criança, ou por causa da lembrança da sua avó tricotando. Peças que enrolavam você no inverno, que você usava na escola… são com essas emoções e memórias que a gente brinca)



Dentro da sobriedade e classissismo da marca, para o próximo inverno a Burberry investe nas tranças do tricô em sweaters e golas gigantes (de novo! confira o último post da LookBook).
As golas parecem que vêem como uma opção às mantas e cachecóis (em São Paulo se fala manta, no Rio Grande do Sul falamos cachecol). É uma boa não? Em lugares onde faz frio, enjoa ficar usando manta todo dia. A gola é charmosa e diferente.

Falando em golas, a Burberry realmente veio com tudo: vejam, na coleção feminina, as super golas que tem pele de um lado e a estampa tradicional por dentro.

Detalhe da gola


O look completo.
Resolvi visitar essa comunidade que eu adoro da moda que não vem das passarelas, e selecionar alguns looks onde o tricô é um ponto forte do visual. O LookBook.nu tem 1 ano de existência (iniciou em abril de 2008) e recebe atualmente 250 novos looks por dia.
I decided to visit this online community to check out what kind of knitted pieces people are wearing, outside the catwalks. The LookBook is celebrating its first anniversary this April 2009, and 250 new looks are uploaded every day.
Vejamos que peças de tricô as pessoas estão usando:



Lindo cachecol, branquinho super soft. Delícia de frio… * nice scarf, supersoft… it’s so romantic when it gets cold like that.




Última descoberta: este designer nova iorquino que está arrasando nas criações em tricô. Com formação em ‘textiles’ (tecidos), Tom Scott é a nova descoberta no ‘tricô fashion’. A avó dele era rendeira (ela era escocesa) e o pai tapeceiro. Boa formação familiar e fortes influências hein?!

Já Tim Ryan é irlandês.
O que os dois têm em comum é a valorização da forma, do shape. Tim Ryan fala em suas peças como esculturas (à la Sandra Backlund). Tom Scott parte da textura para desenhar suas formas.
Também descobri em comum uma proximidade geográfica: apesar de americano, Tom Scott estudou em Edinburgh, na Escócia (pertinho da Irlanda!!!) onde ele se graduou em “knitting”. Achei o máximo, aqui no Brasil não temos essa super especialização ainda. Imagina tu chegar e falar para gluém que se formou em indústria têxtil com especialização em tricô. Que lindo seria!

Tim Ryan - coleção 2008


Esse projeto é irônico sem deixar de ser político e questionador. Ele usa o crochê como plataforma para a crítica. Mulheres se reúnem para fazer cópias de bolsas famosas das passarelas internacionais. Chanel, Gucci, Prada e por aí afora.
It’s an ironic project, yet it is political and questioning. Crochet is the platform for such criticism.

Aqui nesse link tem como baixar pdf’s com as receitas dos padrões e das bolsas.
Como esse da Chanel, por exemplo:

Bom, achei isso tudo divertido e questionador. Por que pagar milhares de dólares por uma bolsa? Consumo consciente é um tema cada vez mais recorrente, ainda mais nessa era de revisão de valores, onde o sistema do “ter” está mostrando suas fraquezas. Ontem um amigo mandou essa matéria (em inglês) que saiu no Herald Tribune, onde o Lagerfeld e outros donos de marcas de luxo falam sobre o momento “no more bling bling”. O luxo pelo luxo…
Voltando ao assunto das bolsas, vale a pena visitar o site do Counterfeit Crochet Project. “Couterfeit” quer dizer falso, cópia falsa. A galeria de imagens mostra as obras das mulheres que participaram do projeto.
Atualmente está acontecendo, em São Francisco, uma exibição das obras do projeto. Adoro quando o handmade vira arte.